
KASSIN +2
“Futurismo”
4 Maio | Lisboa | Santiago Alquimista
Kassin: voz, baixo, guitarra
Moreno Veloso: voz, violão
Domenico: MPC, bateria
Alberto Continentino: baixo, guitarra
Stephan San Juan: bateria, percussão
Técnico Som: Daniel Carvalho
Técnico Luz: João Oliveira
Tour Manager: Hiromi Konishi
Moreno Veloso, Domenico Lancelloti e Alexandre Kassin formam um trio que permuta o artista à frente do grupo, permitindo a cada um deles “marcar” a sua diferença num projecto comum.
O primeiro a dar nome ao projecto + 2, foi Moreno, cantor, compositor e multi-instrumentista. Depois, Domenico, baterista, assumiu a liderança. O terceiro disco da banda – assinado por Kassin – , acaba de ser lançado no Brasil pelo selo Ping Pong, após o seu lançamento no Japão, tendo à semelhança dos outros trabalhos discográficos do projecto, edição pela editora Luaka Bop de David Byrne.
“Futurismo” é o novo trabalho do grupo, que responde agora por o nome Kassin + 2. Alexandre Karmal Kassin, natural do Rio de Janeiro, sempre foi o mais conectado com o lado experimental e bizarro da música. Em 96 editou o seu primeiro CD com a sua banda “Acabou La Tequilla”. Actualmente, é um dos mais reputados e solicitados produtores discográficos no Brasil, tendo assinado e colaborado nos trabalhos de Bebel Gilberto, Caetano Veloso, Marisa Monte, Lenine, Los Hermanos, Vanessa da Mata, Adriana Calcanhotto e Arto Lindsay. Em Portugal, produziu o primeiro trabalho dos IOAI, tendo ainda sido um dos artistas convidados pela Experimenta Design, em 2005, para compor um novo toque para um operador de telemóveis.
Em 2004, enquanto aguardava na sala de espera de uma maternidade de Tóquio o nascimento da sua filha, compôs no seu gameboy os temas que editaria no CD “Free USA” sob o nome Artificial, no ano seguinte.
Com “Futurismo” ele corta as expectativas de todos aqueles que o associam ao experimentalismo, criando um disco que reflecte o coração da sua própria colecção discográfica; e a riqueza cultural, musical e diversidade étnica do Rio de Janeiro: nas arcadas de Copacabana pode ouvir Elis Regina e Jorge Bem, em Santa Teresa o som psicadélico dos Mutantes e Tom Zé, junto à marginal de Ipanema, João Gilberto e Tom Jobim. “O nome Futurismo é, na verdade, o oposto ao que é este álbum. Se vocês virem a capa, reparam que não tem nada, nem perto, de futurista! A capa tem bolor! Quis surpreender todos os que previam que eu ia fazer algo realmente moderno!”
